quarta-feira, 21 de abril de 2010

Bastidores


Um dos postos de hidratacao, eram 4 por etapa.

As vezes dava azar com o vizinho...

Nosso "canto" por oito dias.

Carreta destinada para tomar banho.

Local onde as bikes passavam a noite.

Tenda destinada a massagem dos atletas que compraram antecipadamente pelo site.

Pos Prova


Hora de relaxar

Ronaldo, Luiz e Emerson comemorando na gloriosa Table Mountain

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Chegadas


Luiz e Emerson em um dos trechos da prova


Emerson e Luiz na chegada

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Relatos

RELATO EMERSON QUINTINO

Em 2007 assisti um programa na televisão sobre o Cape Epic, a maior prova de mountain bike do mundo, realizada na África do Sul. Realizada num total de 8 estágios, ela é comparada ao Tour de France em termos de dificuldade e glamour (maior e mais prestigiada prova de ciclismo de estrada). No Cape Epic correm 1200 atletas em duplas, tanto amadoras quanto profissionais. O mais difícil era conseguir a vaga pois ela acontece por sorteio entre milhares de candidatos do mundo todo. Pois bem, acreditem vocês, eu comentei de manhã num treino e de noite estava com a vaga garantida. Não pensei duas vezes em convidar o Luiz para ser o meu parceiro. Minha experiência em MTB era muito limitada e tinha, e ainda tenho, muita dificuldades técnicas. Expus meu objetivo de completar a prova e ele aceitou o desafio. O Ronaldo montou um esboço do treinamento e vimos que a preparação ia ser dura. E realmente foi. Para enfrentar os 722 km da prova e seus 14635 metros de subidas, fizemos treinos em diversos locais: Serra da Canastra, Poços de Caldas, Caconde, 12 horas de MTB e diversos treinos longos em Rio Preto.
Tudo estava ótimo. Melhorei muito no MTB. Fizemos o último treino longo no Carnaval em Poços de Caldas e voltamos para Rio Preto certos que a preparação estava correta. Um mês antes da prova tive uma queda boba num treino que me causou 2 fraturas num osso da coluna chamado "processo transverso". Com isso tive que praticamente tirar o pé e fazer fisioterapia diariamente. Bateu uma sensação de que o Cape Epic 2010 tinha acabado para mim.
Recuperei a tempo e embarcamos rumo à África do Sul. Já na chegada, desembalamos as bikes e tivemos que procurar um mecânico para ajustes. Desde este momento percebemos que a estrutura da prova era nota 10. Pegamos os kits, aprontamos as bikes e no dia 21/03 às 9:00 h alinhamos as bikes para começar o nosso maior desafio esportivo. O primeiro dia foi muito duro. Por inexperiência, largamos no fundo do pelotão e perdemos muito tempo. Senti muitas cãimbras o que dificultou nosso desempenho. O segundo dia foi muito técnico, muitas descidas em singletracks com pedras. O terceiro dia foi extremamente quente, com máxima de 44o de temperatura máxima. A partir daí as coisas encaixaram e começamos a andar melhor. O sexto dia foi o nosso melhor estágio. O último estágio é uma "festa". Foram 65 km com 1640 metros de subidas. Na chegada, pura alegria, recebemos as medalhas de finisher das mãos do grande José Hermida.
A lição que fica desta prova é que nós devemos acreditar que tudo é possível. Dentro dos meus objetivos, com muita disciplina, treinamento e apoio da família e amigos, consegui completar esta grande prova. Abraços e até o próximo desafio. Supere-se !!!!!!!!

RELATO LUIZ HENRIQUE

Participar da maior prova em etapas de MTB do mundo ( Absa Cape Epic 2010 ) foi realmente uma experiencia indescritível, foi emoção do começo ao fim, os melhores do mundo largando na mesma prova, nível técnico do circuito no mais alto grau do esporte, 8 dias de etapas duríssimas de puro Moutain Bike, e o mais importante, confirmar que todo treinamento e dedicação valeu a pena e foi acertado, o que me levou a fazer uma prova prazerosa, me sentindo bem todos os dias, pedalando forte e chegando a cada dia satisfeito com o resultado.
Cheguei ao máximo que o esporte pode proporcionar, para mim foi um feito grandioso concluir um Cape Epic, porém senti o quanto ainda posso evoluir, isso é que me faz acreditar a continuar pedalando pelas montanhas da vida...
Meus agradecimentos a minha família, ao meu treinador e amigo Prof. Ronaldo Parra, e ao meu parceiro de pedal Emerson Quintino grande responsável pela nossa aventura, juntos superamos nossas dificuldades que não foram poucas, e tenho certeza saímos mais fortes em todos os sentidos deste desafio na Africa do Sul, até a próxima....